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terça-feira, 12 de maio de 2009

Uma plétora panopliante e catrefadal de miríades abundantes de coisas que se andem a passar por esta pocilga. Pocilga, o país. Não a minha casa.


Ora bem, passa-se que estive dezenas de milhares de horas sem internet, por isso, enquanto me entretinha a ler o jornal - principalmente os classificados, na parte do convívio, que fazias as vezes do uso primário da internet - fui acumulando comentários sobre esta porcaria em que vivemos, que para algumas pessoas, inexplicavelmente, ainda passa por país. Ora seja, são notícias já antigas, mas valem a pena ser comentadas.

É certo que poderia ter pedido a algum dos meus valorosos colegas bloguistas para publicarem as minhas opiniões, mas, sinceramente, isso seria o mesmo que o Miguel Ângelo emprestar as matracas ao Leonardo para este pintar o tecto da Capela Sistina.

Bem, vamos lá. Comecemos por algo completamente INAUDITO! Uma autêntica ABERRAÇÃO DA NATUREZA, isto que eu vou escrever. Mas é que nem vos passa pela cabeça.

Amigos, amigas, companheiros de viagem... EU CONCORDO COM O ZÉZITO, digo O SENHOR SÓCRATES.

É verdade. Concordo com o senhor engenheiro Zézito Bonaparte Magno Henriques César Sócrates, o Grande. Mas só numa coisa. E discordo com praí mais de 30 coisas logo a seguir. Mas não deixa de ser um marco na história. Acho eu. Adiante. Com aquela coisa toda das funcionárias de se vestirem de saia comprida, e os cabelos e os óculos e não sei quê, o nosso Zézito teve um repente de génio - o que se prova que também acontece aos piores, nem que seja de vez em quando - proibiu o uso de perfumes agressivos.

Meus amigos, de decisões assim é que o país precisa. E eu sei, que já tive uma funcionária que usava um perfume tão enjoado, que eu tinha que chegar ao escritório 10 minutos antes dos empregados pra abrir logo as janelas todas. Em pleno Inverno. Mas que bem que sabia o frio, só pra não ter que mamar com aquele "perfume" nauseabundo.

Claro que discordo com as outras medidas todas. Quer dizer, ainda tou pra ver a funcionária pública que mereça realmente usar saia curta ou decote generoso. Mas não é esse o caso - isto é um país livre ou não é? Se as funcionárias públicas deste país querem usar pouca roupa para poderem mostrar as banhas e as peles caídas, deixá-las. Mal por mal, podemos passar o tempo a apontar e a rir. As pessoas podem fazer figuras ridículas e nós podemos gozar com elas. É assim que funcionam as democracias.

Só que há quem não pense assim. O vosso primeiro-ministro, por exemplo. Bom exemplo disso é aquilo do sal no pão - ouve lá, Zézito. Se eu quiser meter 3 quilos de sal num paposseco, o problema é meu, meu anormal. Não és tu que me vens dizer o que comer, palhaço. Faz lá a tua vidinha regrada com comidinhas saudáveis e o cacete, e deixa-me comer porcarias e beber litros de àlcool, à homem. Olha, e a próxima vez que começares a correr, faz-nos o favor de só parares na China ou debaixo do Atlântico. De preferência a segunda opção, é mais definitiva.

Ui, agora que tou a ler aquilo ali em cima, tou-me a lembrar do processo ao outro moço. Queres ver que ainda vou ser processado? É que o Zézito Bonaparte Magno Henriques César Sócrates, o Grande, tem a mania que TODOS devemos concordar com o que ele diz. E falar mal dele dá direito a pena de morte, ou assim. Mais ou menos como um Estaline, António de Oliveira ou mesmo um Adolfo.

Ou seja - podemos violar crianças, bater nas mulheres, assassinar animais, assaltar pessoas - ou vice versa - mas não podemos, isso nunca, chamar nomes ao Zézito. Pois olhem, eu, por mim, chamo nomes a que eu quiser, e quem não gostar, tem boa solução - process... digo, chamem-me nomes também. Ou assim seria, se isto não fosse uma ditadura de merda.

Senão, vejam o caso de Itália, e do famoso Sílbio Burlaeesconde. Também há jornais que falam mal dele. E ele, processa-os, aos jornalistas? Claro que não! Reage à homem. Diz que já não fala com eles, e que vão ter relações, e não sei quê. Olha, um Sílbio é que fazia falta cá a Portugal. Ou uma Adalberto, mas o gajo não quer saber do rectângulo pra nada. É pena. Volta, Adalberto. Estás perdoado. Mesmo que não tenhas feito mal a ninguém, estás perdoado.

Quem parece que também gosta de andar a brincar aos processos é a senhora dona Fernanda Cancro, ou lá como se chama. Aquela que dizem ser namorada do Zézito, e que também não gosta que falem mal dele - do Zézito - à frente dela.

Bem, mas essa, eu até compreendo. A mim também me podem chamar muita coisa, mas eu espeto um processo naquele ou naquela que me associar de qualquer maneira, mesmo que indirectamente e em 7.º grau, com o Zézito. Não, primeiro bato na pessoa, e DEPOIS espeto-lhe um processo, assim é que é.

No entanto, há aqui um problema. É que a senhora dona Cancro parece ser mesmo namorada do Zézito, o que me faz temer o pior: que ela inda deve ser mais nariz empinado e mania de esperta que ele. Tipo "têm que me reconhecer pelo meu valor, porque eu sou bué da boa, e tal,  e não por andar com quem ando." Dá-me asco, pessoas assim. quer ser conhecida como a namorada do Sócrates, porte-se de maneira profissional, olha! Quer dizer, sai de um programa porque falaram mal do namorado dela, mas não quer ser conhecida como namorada dele. Dá-me asco, pessoas assim.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Monarquias, Óperas e Preservativos

José Eduardo das Savanas, Cavaco & Silva e o resto da trupe, já prontos para jantar, mas à espera da entrada triunfal de sua Majestade Real, o Zézito, que está ligeiramente atrasado.

Ora bem, eis que mais uma figura Real do estrangeiro demonstra classe, bom gosto e distinção. Como não temos muitas figuras públicas com estes três atributos - temos é bastantes sem nenhum deles - e os poucos que temos são praticamente desconhecidos do grande público, que só conhece os Morangos com Açúcar, convém aqui frisar que, por classe não me refiro a escolas, quando digo bom gosto não estou a falar do sabor de determinada comida, e distinção não tem nada a ver com dar nas vistas por tar a fazer merda só pra aparecer na televisão.

Ora, eis que no Bal de la Rose em Monte Carlo, o convidado especial foi nada mais nada menos que o mítico Chuck Berry. E, se no entanto, a honra de convidado especial não lhe era dirigida, passou a ser, visto que a dona Princesa Carolina de Hanover ficou de tal maneira deslumbrada com a actuação e a personalidade do único gajo que arrimou porrada no Keith Richards, que fez questão que o músico se sentasse à mesa da sua família. Aí é que é, menina Carolina. Um grande bem-haja, e que a sua prole seja infinita e continue a ouvir 'Nadine' e 'Johnny B. Goode' pra sempre.

Por cá... ora... bem, por cá, temos o nosso Zézito. Que faz as pessoas esperarem meia hora pra ver uma ópera. Só porque o menino Zézito, depois de ter sido usado e abandonado pelo Txabéz - nem um postalito lhe mandou da Venezuela, nem nada, o bandido - e sabendo que um amor só se esquece com outro amor, achou por bem, pra dar graxa, pois claro, convidar o seu novo amor,  um moço de cor chamado José Eduardo das Savanas, para um cafézito e uma óperazita feita por dois moços também de cor e também das savanas.

Resultado: Um destes importantes dignatários atrasou-se, e as pessoas tiveram que esperar, e é se querem. Porque tanto o VOSSO primeiro ministro como o Engenheiro J. das Savanas são pessoas de alto gabarito que não têm que prestar contas a ninguém (vide o tópico imediatamente abaixo, para vários exemplos do que o gajo em que vocês votaram NÃO tem que justificar).

Olhe, senhor primeiro-ministro... se vosselência, por acaso, calhar a ler isto, nem que seja daqui a uns anos, rogo-lhe, por tudo o que é sagrado, que fique em casa. Já não basta a merda que faz em exercício de poder, ainda tem que andar a chatear as pessoas na rua? Tenha dó, homem!

Melhor que o nosso Zézito, aliás, só mesmo o Papa, com a conversa dos preservativos. Mas, antes que critiquem demasiado o moço, não se esqueçam de DOIS pontos IMPORTANTÍSSIMOS da vida deste Alto Dignatário do Jeová, ou lá como se chama essa personagem.

  • Primo: O sôr Bento fez, ainda em tenra idade - se bem que não por opção própria, convém dizê-lo - parte da Juventude Hitleriana. Ora, correm rumores de que uma das coisas que era ensinada a estes míudos era que o ânus serve para duas coisas: defecar e aquecer os membros dos Oficiais durante as frias noites alemãs.
  • Secundo: Depois disto, o nosso Bentinho foi prá Igreja. Claro, senão não tinha chegado a Papa, óbvio. O chato é que correm também rumores que é ensinado aos Sacristãos que o ânus serve para duas coisas: defecar e aquecer os membros dos Padres durante as longas noites de vigília e oração.

Resumindo e concluindo, pondo de parte a questão da SIDA, e sem querer, de modo algum, questionar a sexualidade do Papa, a verdade é que, se o Sumo Pontífice praticasse o coito, uma coisa é indiscutível, pelo menos até haver mais avanços na medicina: os rapazitos não engravidam.

sábado, 14 de março de 2009

Burros, Sócrates e Magalhães

Sócrates a mostrar a situação socialó-económica do País ao Txabéz. No Magalhães, pois claro.

Lá fora, aí há coisa de uns dias, numa inauguração a um museu em Espanha ou assim, foi pedido à Rainha Sofia para abrir, em jeito de cerimónia, um envelope antigo. Durante esse solene momento, todos os olhos estavam postos na figura Real, e a antecipação era tal que houve quem desmaiasse devido ao suspense frenético que se sentia na sala. Vai daí, a Rainha abre o envelope. Continha o recibo de um burro.

Falando em coisas inúteis, por cá, o vosso Imperador (Vosso. Não só não votei nele, como utilizo com afinco a técnica do Pau-fu em qualquer pessoa/coisa que tenha a fortitude intestinal de admitir que votou.), que é obviamente descendente de Julius Caesar, Napoleão Bonaparte, Carlos Magno, Alexandre, o Grande e D. Afonso Henriques - Zézito Bonaparte Magno Henriques César Sócrates, o Grande - contratou agora uns actores portugueses para irem lá a casa. Até agora, é só o que se sabe, mas falta de informação nunca impediu ninguém de especular.

Cá pra mim, o Zézito Bonaparte Magno Henriques César Sócrates, o Grande, que é obviamente uma pessoa inteligente e perspicaz - bons vendedores não se fazem, já nascem assim - deve ter notado que aquel chorinho do "Ninguém gosta de mim, tá tudo contra mim, quero fazer o melhor para o país, mas ninguém me deixa" não estava a convencer ninguém. Daí a contratação dos supramencionados. Aulas de representação, e se for preciso, prá próxima que repetir o discurso, vamos poder apreciar o Zézito Bonaparte Magno Henriques César Sócrates, o Grande, a verter lágrimas de desgosto, e provavelmente, sentir pena dele. E do Magalhães.

Que, agora, vai ser a principal razão da ABERTURA DE NOVOS POSTOS DE TRABALHO! Ora tomem lá, seus más-linguas. Com que então, o Senhor Doutor Imperador General Zézito Bonaparte Magno Henriques César Sócrates, o Grande é mentiroso, hã? Já tá no poder há alguns dez anos, e aqueles 20 milhões de postos de trabalho que ele prometia não apareciam, não? É pra verem! Isto já os cala!

E quantos postos foram criados? Os 20 milhões? Eh pá, pra quê tanto? Não há assim tanta gente em Portugal. 10 milhões? Claro, e Portugal era o primeiro país do mundo sem desempregados. 5 milhões? Há-de lá chegar. Paciência. 1 milhão? Pá, sejam sérios. Não há milagres. Foram duzentos. Exacto, DUZENTOS (200)! Inteirinhos! Só pra fabricar a tecnologia 0,100% Portuguesa do Magalhães!

Ora, pelas minhas contas, 200 postos em dez anos... daqui a alguns 500 anos, mais milénio menos milénio, tamos todos a fazer o Magalhães. A sorte é que o Zézito Bonaparte Magno Henriques César Sócrates, o Grande é imortal. Senão, távamos lixados.